4 de outubro de 2007

Conheça o perfil de alguns presidentes da América Latina


Argentina: O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, adota uma política econômica intervencionista com elevado gasto público. Isso tem resultado na melhora do padrão de vida da população além de possibilitar que o país registrasse 50 meses de crescimento consecutivos. No plano político, Kirchner adota uma postura ambígua. Não possui um posicionamento claro em termos de política externa. Entretanto, aproximou-se de Hugo Chávez (presidente da Venezuela) afastando-se dos EUA. No próximo dia 28, haverá eleições presidenciais no país. Tudo indica que a vencedora será a senadora, Cristina Kirchner, que deverá manter política do marido e terá em Nestor o seu principal mentor.

Bolívia: O presidente da Bolívia, Evo Morales, pertence à esquerda ortodoxa de características nacionalista-indígena. É grande aliado do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Internamente enfrenta desgastes, pois a Assembléia Constituinte está se arrastando a mais de um ano. Como conseqüência, os diferentes departamentos (províncias) estão em conflito, gerando um clima de polarização política entre a oposição baseada em Santa Cruz de la Sierra e o governo dividido entre La Paz e Sucre. Tem um posicionamento crítico em relação aos EUA e nacionalizou o setor petrolífero do país.

Colômbia: O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, é um político aliado dos EUA. Tem recebido forte ajuda financeira no combate ao narcotráfico. É um político de direita, num cenário onde a América Latina localiza-se entre a centro-esquerda e a esquerda. Como conseqüência da eficiente política de segurança que reduziu a criminalidade, registra elevada popularidade. Atualmente, negocia um TLC (Tratado de Livre Comércio) com os EUA. Desenvolve fortes programas de incentivo na atração de capital externo e na fomentação da indústria local.

Costa Rica: O presidente da Costa Rica, Oscar Arias, é um político de centro-direita, pró-EUA. Provavelmente terá um TLC (Tratado de Livre Comércio) com os norte-americanos, que depende da aprovação em referendo. A votação está marcada para ocorrer em outubro. Arias defende uma economia aberta e busca o diálogo e aproximação com todos, inclusive com países que não são aliados tradicionais dos EUA (Nicarágua, por exemplo).

Chile: A presidente do Chile, Michelle Bachelet, tem orientação de centro-esquerda. Embora seja do PS (Partido Socialista), adota no plano econômico uma política ortodoxa que é bem avaliada pelos organismos internacionais. Seu governo é sustentado pela “Concertación” (coalizão de centro-esquerda que a apóia). Possui um TLC (Tratado de Livre Comércio) com os EUA. Bachelet investe para colocar o Chile como a porta da América Latina para o Pacífico. Seu Ministro da Economia, Andrés Velásquez deseja transformar o peso chileno na moeda corrente nas negociações comerciais no Pacífico Sul. O país vive o risco de ficar sem fornecimento de gás natural e ainda não tem alternativas viáveis para esse problema. Várias indústrias do país dependem do gás natural boliviano (Bolívia é inimiga histórica do Chile e não quer ceder mais gás ao país).

México: O presidente do México, Felipe Calderón, é de centro-direita possuindo uma boa relação com EUA. Tem um Tratado de livre comércio (NAFTA) com os EUA. Atualmente, enfrenta dificuldades financeiras devido à crise do mercado imobiliário norte-americano e pela dependência que o México tem das importações de Petróleo. Isso fez o Congresso aprovar uma reforma fiscal impopular que aumentou impostos sobre a gasolina. Calderón também deseja abrir o capital da Pemex (Petróleos Mexicanos), o que vem resultando em fortes críticas da oposição.

Paraguai: O presidente do Paraguai, Nicanor Duarte Frutos, é ideologicamente de centro-direita. Pertence ao Partido Colorado que está a muitos anos no poder. Encontre-se isolado, pois não tem apoio no Congresso. Internacionalmente, não se posiciona nem pró-EUA nem pró-Venezuela. Aguarda o fim de seu mandato melancolicamente. Fracassou no combate à pirataria e na atração de investimentos externos.

Uruguai: O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, pertence à chamada "esquerda-moderna". É apoiado no Congresso pela Frente Ampla (coalizão de centro-esquerda). Busca uma modernização por meio da abertura da economia. Para isso, negocia um TLC (Tratado de Livre Comércio) com os EUA, fato que tem gerado críticas dos setores mais a esquerda.

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