Um seminário para discutir a criação do parlamento da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) teve início hoje em Cochabamba (Bolívia). A criação do novo órgão, prevista em acordo assinado em 2004, contará com os seguintes países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Uruguai, Suriname e Venezuela.
As duas Casas do Congresso Nacional brasileiro enviaram alguns de seus parlamentares para participar do evento: presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia; o presidente do Senado, Renan Calheiros; os deputados Cláudio Diaz (PSDB-RS) e George Hilton (PP-MG); e o senador Geraldo Mesquita (PMDB-AC), presidente da Comissão do Mercosul.
Em reunião ocorrida na semana passada, representantes do Congresso brasileiro no Parlamento do Mercosul e do Ministério das Relações Exteriores acertaram que o país deveria adotar uma posição de cautela em relação ao novo parlamento, pois a prioridade do Brasil é o Parlamento do Mercosul, criado no ano passado.
A Unasul substituirá a atual Comunidade Sul-Americana de Nações. O novo nome foi sugerido pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez. A Unasul será o futuro organismo internacional de âmbito sub-regional destinado a formar um espaço comum sul-americano. Entre seus objetivos está a criação de uma zona de livre comércio sul-americana. A entidade ainda não foi formalmente instituída. O tratado de constituição deverá ser assinado na próxima cúpula de chefes de estado sul-americanos, no início de 2008.
(Equipe Arko América Latina - americalatina@arkoadvice.com.br)
Nenhum comentário:
Postar um comentário