31 de agosto de 2005

Carlos Mesa deixa Legado Militar na Bolívia

Desde meados dos anos 80 os militares na Bolívia tiveram tanto poder em suas mãos. Em seu curto tempo na presidência, o ex-presidente Carlos Mesa deixou um poder aos militares que pode ser determinante para colocar Evo Morales na presidência.
Um grupo de ex-militares bolivianos com grande influência na atual cúpula militar do país, buscam alianças com vários grupos e sindicatos de esquerda no país. A organização fundada por estes, TRADEPA (Transparência Democrática Patriótica) liderada pelo general aposentado Luís Gemio representa praticamente todo o poder militar do país. A aparente decisão de apoiar os movimentos de esquerda representa a clara divisão de interesses entre os bolivianos de La Paz e os bolivianos de Santa Cruz.
No momento, Jorge Quiroga, empresário de La Paz é o favorito a vencer as eleições presidenciais, seguido de perto por Evo Morales. Caso o apoio militar a Evo Morales se confirme, a balança de forças entre o representante do empresariado boliviano e a classe indígena e carente do país, penderá para o lado de Evo Morales. Alguns analistas ainda colocam no ar a possibilidade de que o apoio a Evo Morales é o caminho mais curto para um retorno militar ao governo boliviano. Apesar de ainda sem provas concretas, essa idéia já causa comentários em jornais peruanos, chilenos e venezuelanos. No entanto, Evo Morales, líder do Movimento al Socialismo, não acredita nessa hipótese e se aproxima a cada dia do TRADEPA, o braço organizacional e atuante da cúpula militar do país.

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