Desde meados dos anos 80 os militares na Bolívia tiveram tanto poder em suas mãos. Em seu curto tempo na presidência, o ex-presidente Carlos Mesa deixou um poder aos militares que pode ser determinante para colocar Evo Morales na presidência.
Um grupo de ex-militares bolivianos com grande influência na atual cúpula militar do país, buscam alianças com vários grupos e sindicatos de esquerda no país. A organização fundada por estes, TRADEPA (Transparência Democrática Patriótica) liderada pelo general aposentado Luís Gemio representa praticamente todo o poder militar do país. A aparente decisão de apoiar os movimentos de esquerda representa a clara divisão de interesses entre os bolivianos de La Paz e os bolivianos de Santa Cruz.
No momento, Jorge Quiroga, empresário de La Paz é o favorito a vencer as eleições presidenciais, seguido de perto por Evo Morales. Caso o apoio militar a Evo Morales se confirme, a balança de forças entre o representante do empresariado boliviano e a classe indígena e carente do país, penderá para o lado de Evo Morales. Alguns analistas ainda colocam no ar a possibilidade de que o apoio a Evo Morales é o caminho mais curto para um retorno militar ao governo boliviano. Apesar de ainda sem provas concretas, essa idéia já causa comentários em jornais peruanos, chilenos e venezuelanos. No entanto, Evo Morales, líder do Movimento al Socialismo, não acredita nessa hipótese e se aproxima a cada dia do TRADEPA, o braço organizacional e atuante da cúpula militar do país.
31 de agosto de 2005
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