4 de janeiro de 2007

Terceira (e última) parte da Exclusiva entrevista com o ex-Ministro das Relações Exteriores de FHC, Luis Felipe Lampréia

A Arko América Latina realizou uma entrevista exclusiva com o ex-Ministro das Relações e Exteriores e embaixador Luiz Felipe Lampréia sobre a conduta do Itamaraty em alguns temas específicos e sobre a condução geral da política externa brasileira no governo de Luís Inácio Lula da Silva.

Segue a terceira parte da entrevista:

AAL: Senhor Ministro, em sua opinião, qual deve ser deve ser a política externa brasileira do próximo governo, definindo o posicionamento em relação aos EUA e a Europa?

Lampréia: A ênfase da política externa deve continuar a ser a América do Sul, mas é preciso voltar a enfatizar nossas relações com o Primeiro Mundo.Por exemplo,um acordo comercial com a União Européia é hoje nossa melhor carta na área comercial. Acho também muito oportuno desenvolver nossas relações com os países emergentes mais significativos como a Índia, a China e a África do Sul, sem buscar a formação de blocos ou destacar uma postura terceiro-mundista.

AAL: Quais passos seriam necessários para configurar uma política externa pró-ativa em relação à América Latina, especificamente na América do Sul?

Lampréia: Já temos uma base institucional forte para uma política de aproximação sul-americana.É necessário agora aprofundar a integração tornando realidade os propósitos já enunciados nas declarações políticas.

AAL: Devemos manter uma pretensão e posicionamento de potência média?

Lampréia: Sim , este é o nosso enquadramento internacional ,pelo menos enquanto não superarmos nosso déficit social e não voltarmos a crescer a taxas elevadas.O objetivo Brasil- grande potência não pode ter prioridade até atingirmos estes objetivos.

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