
O anúncio do novo Plano de Governo do presidente venezuelano Hugo Chávez produziu grandes especulações. Quando foi anunciado, em meados de janeiro, a Bolsa de Valores de Caracas sentiu imediatamente o impacto.
A queda foi de quase 30% no dia do anúncio. O bolívar, moeda corrente no país, sofreu uma depreciação de 27%.
O Plano tem por fim modificar a estrutura legal e constitucional do país durante os próximos dois anos, possibilitando a consolidação do regime Chavista.
Essas alterações incluem a criação e a exclusão de certas instituições políticas que possam dificultar a instauração da estrutura que foi concebida.
Por isso, o plano visa enfraquecer, principalmente, os grupos de interesse e os grupos privados (os mesmos que antigamente eram vistos como os clientes do Estado) e, assim, conseguirá abrir espaço para que o Estado se torne cliente de si mesmo.
Sua meta é realizar as mudanças até julho de 2008 e, até esta data, Chávez poderá governar por decreto, de acordo com a Lei Habilitante, aprovada pela Assembléia Nacional.
Graças a isso, vários analistas modificaram suas previsões para 2007. Assim, a previsão de inflação subiu para 24,2%, enquanto o crescimento do PIB deverá ser de 5,8%.
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