Em entrevista concedida a BBC Brasil o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolas Maduro, negou que exista uma rivalidade entre os Presidentes Hugo Chávez (Venezuela) e Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil).
Segundo ele, ambos os mandatários mantém uma relação de "confiança e amizade". Disse também que "os meios de comunicação tentam alimentar uma rivalidade". Maduro reafirmou, durante a entrevista, que "Chávez não é contra a produção do etanol brasileiro, mas sim, ao projeto norte-americano".
Segundo ele, Lula disse que a produção do etanol não colocará em risco a produção de alimentos. O ministro venezuelano confirmou que seu país vai comprar etanol do Brasil para mesclar com a produção de gasolina.
Mesmo com as negativas de Maduro, Lula e Chávez disputam a condição de líder da América Latina. Em 2002, quando o Presidente brasileiro assumiu o comando do Brasil, ele anunciou publicamente ter esse objetivo.
No início, Lula transitou nos países do primeiro mundo e tudo indicava que poderia atingir sua meta. Com o passar do tempo, em função do estilo negociador, ele perdeu o espaço para Hugo Chávez, que passou a pautar a política no continente.
Mais do que isso, hoje, Chávez, consegue interferir politicamente em outros países na América Latina em função do poder econômico advindo do petróleo, feito que Lula ainda não conseguiu.
(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)
Um comentário:
"Confiança e amizade", definitivamente é um exagero diplomático. Não é de hoje que Maduro tenta dar um tom mais ameno à postura do presidente Chávez. Mesmo após as declarações de que o Mercosul deveria ser "enterrado" - isso quando da entrada da Venezuela no Bloco - recordo que Maduro, ao ser questionado sobre estas afirmações, limitou-se a declarar que "a Venezuela seguirá todas as diretrizes do Mercosul". Antes de Chávez se entender com Lula, deveria acertar os ponteiros com seu chanceler.
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