Tida durante muitos anos como um dos países mais problemáticos da América Latina, a Colômbia vive uma nova fase sob o comando do presidente Álvaro Uribe. Os bons resultados tanto na esfera política quanto na econômica o credenciaram como um dos líderes latino-americanos mais respeitados em todo o mundo. Bem visto no continente, na Europa e nos Estados Unidos, Uribe chega a ser cogitado para um terceiro mandato, não por vontade de seu partido, mas por vontade de seu povo.
O governo de Uribe vem se caracterizando pelo forte avanço social, sólido crescimento econômico e, principalmente, pelo combate ao narcotráfico e guerrilha que assolam o país há décadas.
A estimativa de crescimento para esse ano foi recentemente revisada, passando de 6,2% para 6,8%. O robusto crescimento que o segundo semestre sustenta, foi o suficiente para analistas econômicos reajustarem a previsão do ano. O crescimento do semestre, que na estimativa do governo é de 7,5%, está sendo alavancado principalmente pelo comércio, setor de construção civil e manufaturados. As exportações também estão em alta, principalmente em produtos que tradicionalmente não compõem a cesta de produtos exportados do país. As exportações para os Estados Unidos também estão diminuindo, mas estão sendo compensadas pelo forte aumento de exportações para a União Européia e para a Venezuela.
A exportação de petróleo, tradicionalmente a maior fonte de renda entre os produtos exportados, vem decaindo substancialmente. A razão para isto está na estratégia da ECOPETROL, estatal colombiana de petróleo, que preferiu priorizar o mercado local a exportar (exportações da ECOPETROL deverão diminuir em 25% enquanto o aumento do consumo doméstico deverá aumentar em 21%).
Politicamente, o governo de Uribe vem obtendo vitórias atrás de vitórias. O combate ao narcotráfico e contra as guerrilhas das FARC (extrema esquerda) e AUC (extrema direita) vem obtendo resultados palpáveis, no qual a população é capaz de sentir as melhorias. A modernização e urbanização de cidades como Cáli, Medellín e principalmente Bogotá, são o reflexo de como a reorganização da cidade pode determinar uma queda nas taxas de criminalidade.
25 de setembro de 2007
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