
O editorial do jornal ABC Color de quarta-feira (5), afirmou que o Brasil possui intenções de intervir militarmente no Paraguai caso o candidato presidencial Fernando Lugo vença as eleições de abril. A ameaça se baseia na necessidade estratégica do Brasil sobre a Itaipu e sobre as declarações de Lugo, favorito para vencer, de que caso se torne presidente, o acordo com o Brasil será revisto mesmo que para isso, o assunto seja levado a cortes internacionais.
Fernando Lugo, ex-bispo da Igreja Católica, possui uma visão política muito nacionalista, populista e simpatiza bastante com as ações tomadas por Hugo Chávez na Venezuela. Sua vitória não é apenas um pesadelo para o governo brasileiro (pesadelo precisamente para Lula, já que a cúpula do PT apóia fortemente Lugo), mas um pesadelo maior ainda para o governo dos EUA.
O Paraguai há muitos anos é um dos principais pontos para a estratégia norte-americana na América do Sul. Além de monitorar de muito perto a tríplice fronteira, onde há fortes indícios de atividades ligadas ao financiamento de organizações terroristas e alto volume de pirataria, o governo dos EUA tem no Paraguai o maior escritório da CIA nas Américas (sem contar os EUA, obviamente).
O editorial do ABC Color não somente cria um clima de alarmismo, mas coloca em risco as relações entre Brasil e Paraguai. Isso sem contar o golpe que a credibilidade da imprensa do país sofre. Não é de hoje que a oposição ao candidato Fernando Lugo acusa setores da imprensa de favorecer abertamente o ex-bispo.
A possibilidade de o Brasil intervir militarmente para assegurar o controle da Itaipu é remota. A revisão do acordo firmado pelos regimes militares dos dois países na década de 70 poderá ser revisto sem que nenhuma crise seja criada. No entanto, caso Lugo vença as eleições e tome atitudes radicais em relação à usina (assim como Evo Morales tomou com as refinarias da Petrobras na Bolívia), a ação do Brasil poderá ser mais energética. Mesmo assim, acredito que uma intervenção militar não esteja entre os recursos favoritos do Presidente Lula.
O grande risco fica em torno da renegociação da divisão da energia gerada pela usina. Temos o histórico da péssima negociação entre o governo brasileiro e o governo boliviano referente a venda das refinarias brasileiras na Bolívia. Não há razão para acreditar que caso o Brasil necessite sentar com os paraguaios e renegociar a partilha da energia da Itaipu, a partilha não será prejudicial ao Brasil. Nesse caso, setores do governo e do Partido dos Trabalhadores poderão influenciar diretamente para que o acordo entre os dois países seja mais favorável ao Paraguai, especialmente pela aproximação ideológica que o país teria caso Lugo se torne o novo presidente.
Fernando Lugo, ex-bispo da Igreja Católica, possui uma visão política muito nacionalista, populista e simpatiza bastante com as ações tomadas por Hugo Chávez na Venezuela. Sua vitória não é apenas um pesadelo para o governo brasileiro (pesadelo precisamente para Lula, já que a cúpula do PT apóia fortemente Lugo), mas um pesadelo maior ainda para o governo dos EUA.
O Paraguai há muitos anos é um dos principais pontos para a estratégia norte-americana na América do Sul. Além de monitorar de muito perto a tríplice fronteira, onde há fortes indícios de atividades ligadas ao financiamento de organizações terroristas e alto volume de pirataria, o governo dos EUA tem no Paraguai o maior escritório da CIA nas Américas (sem contar os EUA, obviamente).
O editorial do ABC Color não somente cria um clima de alarmismo, mas coloca em risco as relações entre Brasil e Paraguai. Isso sem contar o golpe que a credibilidade da imprensa do país sofre. Não é de hoje que a oposição ao candidato Fernando Lugo acusa setores da imprensa de favorecer abertamente o ex-bispo.
A possibilidade de o Brasil intervir militarmente para assegurar o controle da Itaipu é remota. A revisão do acordo firmado pelos regimes militares dos dois países na década de 70 poderá ser revisto sem que nenhuma crise seja criada. No entanto, caso Lugo vença as eleições e tome atitudes radicais em relação à usina (assim como Evo Morales tomou com as refinarias da Petrobras na Bolívia), a ação do Brasil poderá ser mais energética. Mesmo assim, acredito que uma intervenção militar não esteja entre os recursos favoritos do Presidente Lula.
O grande risco fica em torno da renegociação da divisão da energia gerada pela usina. Temos o histórico da péssima negociação entre o governo brasileiro e o governo boliviano referente a venda das refinarias brasileiras na Bolívia. Não há razão para acreditar que caso o Brasil necessite sentar com os paraguaios e renegociar a partilha da energia da Itaipu, a partilha não será prejudicial ao Brasil. Nesse caso, setores do governo e do Partido dos Trabalhadores poderão influenciar diretamente para que o acordo entre os dois países seja mais favorável ao Paraguai, especialmente pela aproximação ideológica que o país teria caso Lugo se torne o novo presidente.
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