4 de junho de 2005

O CAOS DA BOLÍVIA

A Bolívia a cada dia que se passa se fragmenta como país através de seu povo, suas cidades e suas instituições políticas. A aprovação da Lei dos Hidrocarbonetos, que deu ao governo boliviano o controle da exploração de petróleo e gás natural do país, já não é mais o centro do problema, ou o problema em si. A unidade da Bolívia como nação já começa a preocupar cada vez mais a comunidade internacional.

Na Bolívia os conflitos entre oposicionistas ao governo e tropas da polícia se intensificam a cada dia tornando a situação em La Paz e El Alto fora do controle. Nas últimas semanas o tema central nos jornais boliviano é as revoltas populares e a dica de que um golpe de estado é possível e está próximo.

Indo além do fato de que o país pode sofrer um golpe de estado, vários jornalistas afirmam (escrito no jornal boliviano El Diário) que o grande responsável pela fragmentação do país é o governo chileno. Segundo o jornal, o governo chileno incentiva que territórios bolivianos lutem por autonomia para assim desviar o país de sua busca histórica por uma saída ao mar, perdida justamente para o Chile no século XIX. De acordo com a teoria de que a Bolívia poderia estar se fragmentando em regiões autônomas, o mapa abaixo está circulando na internet em todo o país mostrando como seria o novo mapa do país. A região de Santa Cruz, ao sul, onde a concentração de gás natural é maior, é onde mais se discute atualmente a busca por autonomia e onde as discussões acerca do assunto estão mais avançadas. Líderes locais já garantiram que buscarão apoio no Brasil para seguir adiante com a intenção de secessão. O material de barganha já está definido, sendo local de maior concentração de gás, o futuro governo de Santa Cruz autorizaria a exploração da Petrobrás nos mesmo níveis que o governo boliviano permitia antes da lei de Hidrocarbonetos ser aprovada.

Essa não é a primeira sugestão de que governos estrangeiros estão por trás de movimentos no país. Há suspeitas de que o movimento indígena liderado pelo líder cocalero Evo Morales é patrocinado por Hugo Chávez e que sua eleição seria o primeiro passo para a criação de uma política semelhante entre os dois países. No momento, Morales é o favorito nas intenções de voto, o que leva Santa Cruz (área mais desenvolvida do país e sede de grande parte do empresariado boliviano) a pensar cada vez mais seriamente na autonomia da região.

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