25 de agosto de 2005

Situação no Equador terá ajuda de Chávez

Em seu plano de disseminar influência através do petróleo na América do Sul, Chávez vem fazendo seu pano de casa com bastante sucesso. A recente crise que assola o Equador e gerou intensas manifestações em duas províncias (Orellana e Sucumbios) originou-se com a revolta da população local contra o governo equatoriano pela falta de investimento de infra-estrutura na região. Segundo os manifestantes, a região que é fonte de quase todo o petróleo da estatal Petroecuador, não possui condições básicas para atender a população apesar da riqueza e da importância da região. Na semana passada, o governo chegou a decretar estado de emergência na região, o que levou a paralisação na produção da Petroecuador. O racionamento de petróleo no país foi a deixa necessária para que o presidente venezuelano Hugo Chávez entrasse em ação. Em um anúncio feito durante o final de semana, Chávez garantiu ceder o petróleo necessário ao governo equatoriano com custo zero. Essa ação era esperada devida ás últimas intervenções de Chávez em outros países sul-americanos.
Mesmo com a ajuda de Chávez, a situação no Equador se encontra delicada e o governo do presidente Alfredo Palácios enfrenta sua primeira grande crise desde que assumiu o governo. O Equador vive uma situação que é corriqueira e normal na América Latina. O país é dominado por oligarquias que controlam praticamente todas as riquezas do país. A corrupção é generalizada e as crises políticas são tão comuns quanto as constantes trocas de presidente.

Um comentário:

Anônimo disse...

Situaçao corriqueira sim, normal não.