Em seu plano de disseminar influência através do petróleo na América do Sul, Chávez vem fazendo seu pano de casa com bastante sucesso. A recente crise que assola o Equador e gerou intensas manifestações em duas províncias (Orellana e Sucumbios) originou-se com a revolta da população local contra o governo equatoriano pela falta de investimento de infra-estrutura na região. Segundo os manifestantes, a região que é fonte de quase todo o petróleo da estatal Petroecuador, não possui condições básicas para atender a população apesar da riqueza e da importância da região. Na semana passada, o governo chegou a decretar estado de emergência na região, o que levou a paralisação na produção da Petroecuador. O racionamento de petróleo no país foi a deixa necessária para que o presidente venezuelano Hugo Chávez entrasse em ação. Em um anúncio feito durante o final de semana, Chávez garantiu ceder o petróleo necessário ao governo equatoriano com custo zero. Essa ação era esperada devida ás últimas intervenções de Chávez em outros países sul-americanos.
Mesmo com a ajuda de Chávez, a situação no Equador se encontra delicada e o governo do presidente Alfredo Palácios enfrenta sua primeira grande crise desde que assumiu o governo. O Equador vive uma situação que é corriqueira e normal na América Latina. O país é dominado por oligarquias que controlam praticamente todas as riquezas do país. A corrupção é generalizada e as crises políticas são tão comuns quanto as constantes trocas de presidente.
25 de agosto de 2005
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Um comentário:
Situaçao corriqueira sim, normal não.
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