22 de janeiro de 2007

Avaliação mensal do Uruguai

Situação política e econômica

A situação política está estável. O presidente Tabaré tem conseguido manter sob controle os focos de oposição e garantido que o país avance em questões que lhes atingem mais incisivamente, como os problemas de política externa. A economia está estável e surge no horizonte um grande salto que pode ser dado com a assinatura do Tifa (Trade and Investment Framework Agreement) com os Estados Unidos, que todos acreditam ser um passo para a assinatura do TLC. Está ocorrendo um racha no governo graças ao TLC, mas nada que afete o controle que Tabaré Vasquez tem da equipe.

Ameaças domésticas

A situação está sob controle. Os problemas, no momento, estão concentrados em questões externas. A oposição está um pouco adormecida, mas matem sua articulação em torno do ex-presidente Júlio Sanguinetti que não retirou suas críticas em relação à forma como Tabaré tem conduzido seu governo. O debate mais significativo, no momento está em torno do dilema TLC, ou Mercosul. Alguns acham que será importante respeitar o Bloco, outros preferem arriscar no TLC.

Ameaças externas

O maior problema está na questão do Mercosul, pois os uruguaios não aceitam a forma como país tem sido tratado pelo grande do Bloco, principalmente o Brasil que tem ignorado suas reivindicações e não tomou posição com relação ao problemas das papeleiras. A questão dos bloqueios das pontes está em litígio internacional e o Uruguai aguarda o pronunciamento da Corte Internacional de Haia. O debate será transferido para o Rio de Janeiro, por mais que o presidente uruguaio negue que irá ao Brasil para discutir essa questão.

Prognósticos

A situação interna continuará estável. O presidente está mantendo a oposição e os rachas dentro do governo sob controle. Graças, principalmente, ao sucesso que tem obtido em relação ao contencioso com a Argentina. A tendência é de que o Uruguai ganhe em todas as instâncias nos pronunciamentos de Haia. O problema do Mercosul começa a adquirir contornos mais dramáticos. Os representantes do Bloco afirmaram que o Uruguai não poderá permanecer no grupo caso assine o TLC com os americanos. Talvez seja essa a razão pela qual o passo adotado seja a assinatura do Tifa, que segundo analistas uruguaios, não afetaria cláusulas do Mercosul. Internamente, o debate é mais favorável ao TLC. Até um líder que foi ex-guerrilheiro tupamaro, afirmou que o Mercosul não trouxe muitos acréscimos ao Uruguai, principalmente por culpa do Brasil, que não deu ao seu país o retorno adequado e não fez investimentos. A tendência é que o Uruguai prioriza o Tratado com os americanos, pois a simples alusão de que já estavam com o acordo encaminhado começou a levar investimentos estrangeiros para o país. O Mercosul terá de oferecer grandes compensações para que o Uruguai recuse a aproximação com os EUA.

(Equipe Arko América Latina - americalatina@arkoadvice.com.br)

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