19 de janeiro de 2007

Avaliação política mensal do Peru


Situação política e econômica

O presidente Alan Garcia sabe muito bem em que lugares do país ele é frágil. Desde que foi eleito, praticamente não deixou a região de Lima. Outras províncias, como a região da Floresta, são áreas onde Garcia não é bem vindo. Preocupado com sua imagem e buscando constantemente aparecer na mídia nacional, Garcia não viajará para certas regiões enquanto não conseguir forte apoio político local. A aproximação com Hugo Chávez resultará em vários acordos de cooperação técnica, no entanto não há risco de Garcia se transformar em mais um aliado de Chávez. Seu objetivo é, claramente, fortalecer-se internamente.

Ameaças domésticas

Alan Garcia tem a oposição do grupo de Ollanta Humala no Congresso. Algumas votações importantes em 2007 terão grandes dificuldades de serem aprovadas. A grande e freqüente exposição pública tem o objetivo de conseguir apoio popular para excutar futuras medidas populistas contra o Congresso. Economicamente, o país vai surpreendentemente bem. Com um crescimento que fechou 2006 perto da casa do 10%, o Peru tem tudo para melhorar em 2007, principalmente com o Tratado de Livre Comércio que está sendo finalizado com os EUA.

Ameaças externas

A crise sócio-política na Bolívia é a principal ameaça à estabilidade peruana. Há o temor de que indígenas peruanos envolvam-se em manifestações no caso de uma guerra civil no país vizinho. Ollanta Humala, líder indígena e nacionalista é muito próximo do presidente boliviano Evo Morales. Não se pode descartar à possibilidade de aproveitar-se da situação para promover o mesmo no Peru. Mesmo assim, a chance ainda é remota.

Prognósticos

É esperado que o crescimento econômico siga a mesma trajetória de 2006. Alan Garcia poderá adotar medidas mais populistas, voltadas para as comunidades carentes da região de Lima e assim obter o apoio popular que anseia.

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