18 de janeiro de 2007

Equador: declarar ou não declarar moratória?



O ministro da Economia do Equador, Ricardo Patiño vem se mostrando como o integrante mais estratégico até o momento da equipe de governo de Rafael Correa. Homem de confiança de Correa, Patiño tem em suas mãos um país que vive uma situação financeira delicada.

Durante as duas últimas semanas, Patiño vem se reunindo com a sua equipe em longas reuniões para tentar encontrar saídas e soluções para o déficit estrutural do país e como encaixar as promessas de campanha de Rafael Correa.

Para tentar cumprir o que Correa prometeu, o ministro está disposto até a declarar moratória se for necessário. Para ele, o problema do país é “muito menos técnico e mais político”.

As propostas imediatas de Patiño são mais de caráter político do que técnico. Dada a situação financeira do país, com uma estimativa para 2007 com receitas de, aproximadamente, sete bilhões de dólares e os gastos de quase dez bilhões, podemos acreditar a moratória não esteja tão longe da realidade.

As primeiras propostas de Patiño são:

- Reduzir IVA de 12% para 10%;
- Aumentar bônus da previdência (a um custo de, aproximadamente, 200 milhões de dólares);
- Aumentar bônus de habitação (a um custo próximo de 100 milhões de dólares);
- Reduzir a tarifa elétrica para população carente;
- Iniciar o programa de micro-financiamento;
- Iniciar um programa de treinamento governamental para jovens estudantes (a um custo aproximado de 50 milhões de dólares).

No total, para cumprir as promessas de campanha, o governo de Rafael Correa precisará levantar algo em torno de um bilhão de dólares.

O processo de nacionalização poderá trazer os recursos necessários para esses investimentos. No entanto, até o processo ser finalizado, Correa deverá renegociar a dívida externa, ou, em caso extremo, declarar moratória para poder financiar suas promessas.

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