
O governo boliviano e a oposição acordaram que alguns artigos constitucionais que não sejam aprovados com maioria absoluta serão levados à consulta popular, por referendo.
Aparentemente, o acordo soa como um cessar fogo entre a oposição e o governo. No entanto, temos acompanhado uma constante manifestação popular polarizando os posicionamentos do governo e da oposição durante negociações.
O gesto de flexibilidade adotado pelo presidente Evo Morales, de aceitar um referendo para artigos que não obtivessem maioria absoluta, nada mais é do que mudar o campo de batalha.
O que temos é que, até então, as grandes discussões e divergências políticas em torno da Assembléia Constituinte eram negociadas no palácio e em gabinetes e, mesmo assim, causavam transtornos populares e geravam intensas manifestações contra, ou a favor do governo.
Caso o país seja obrigado a se dividir em votações controversas durante o referendo, a possibilidade de uma convulsão social de proporções ainda maiores poderá levar o país à guerra civil.
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