
Desde que assumiu o governo do Equador, há duas semanas, Rafael Correa vem enfrentando uma série de problemas que poderão desestabilizar o seu mandato.
O radicalismo de algumas reformas que pretende realizar (como a nacionalização de várias empresas estrangeiras) levou o Congresso à torcer o nariz para o presidente.
Comandado pelo PRIAN, partido do candidato derrotado nas eleições presidenciais, Álvaro Noboa, o Congresso tem maioria fazendo oposição ao presidente.
Alguns pontos deverão ser observados com atenção, uma vez que o presidente está disposto a seguir em frente com seu projeto de "bolivarianização" do país:
1. A divergência entre o presidente e o Congresso poderá levar Correa à adotar uma postura mais radical, como tentar fechar o parlamento, pois Correa acredita que o forte apoio popular que possui é suficiente para pressionar o Congresso a apoiar suas medidas.
2. Por meio de manifestações populares, Correa tentará forçar uma Assembléia Constituinte, algo que o Congresso não cederá.
3. em contrapartida ao grande apoio popular que Correa possui, o parlamento tem influência sobre as Forças Armadas.
Ainda não há grandes riscos institucionais para o país, no entanto, caso Correa concretize suas ambições, o governo e o Congresso poderão entrar em rota de colizão.
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