7 de março de 2007

Chance de ouro para Bush frear Chávez


O Itamaraty e o Palácio do Planalto farão a maior aposta da política externa do governo Lula no encontro que o presidente brasileiro terá com seu colega norte-americano George W. Bush, na próxima quinta-feira (8/03), em São Paulo. A sequência da reunião ocorrerá no dia 31 de março, em Washington.


Faltando cinco dias para a realização do encontro, o diálogo já se transformou num grande êxito de mídia aqui e nos Estados Unidos.


Ambos os presidentes buscam uma parceria capaz de resolver de uma única tacada os problemas energéticos e estratégicos.


O Brasil sonha transformar-se numa espécie de Arábia Saudita do álcool, graças à tecnologia do etanol que domina e aos capitais americanos, que podem incrementar a produção e dá-la dimensão global.


Os Estados Unidos querem aproveitar a oportunidade para neutralizar a liderança do arquiinimigo Hugo Chávez no continente e atingir a audaciosa meta de reduzir em 20% sua dependência do petróleo.


São metas realistas, mas dependem de grande habilidade política e sucesso empresarial para serem atingidas. O fato é que, pela primeira vez, nas últimas três décadas, os dois países estão próximos de um diálogo que poderá render para ambos mais do que fotos, declarações e mesuras diplomáticas.


(Equipe Arko América Latina - americalatina@arkoadvice.com.br)

2 comentários:

Anônimo disse...

Thiago,
Você não acha que, diferentemente desse cenário de "metas realistas" (uma típica negociação ganha-ganha), é muito mais provável Brasil e EUA chegarem a um acordo semelhante à situação que presenciamos hoje com o aço nacional (ou seja, produzir a matéria-prima, vendê-la para um País do hemisfério norte e, após, recomprá-la por um preço maior)?
Abraços.

Thiago de Aragão disse...

Sim..poderia ser interessante, mas não traz a certeza de que isso ocorreria. Quem iria garantir que conseguíssimos comprar?
Mesmo assim é uma reflexão interessante a sua....

No entanto, não concordo que "metas realistas" sejam uma situação ganha-ganha. Metas realistas deixam sempre muito claro a oferta, a demanda e a conjuntura.