
A visita de George W. Bush está sendo vista como um marco na história latino-americana.
Os EUA estão dando início a uma grande estratégia para reposicionar a superpotência mundial no continente.
Os EUA estão dando início a uma grande estratégia para reposicionar a superpotência mundial no continente.
O período que se estendeu do ataque ao World Trade Center (WCT), em 11 de setembro de 2001, até a visita que se iniciará nesta semana, em 08 de março, ficou marcado pelo deslocamento das atenções da potência do norte para o Oriente Médio, objetivando garantir uma agenda de projeção mundial.
Ao longo desse tempo os norte-americanos tiveram as seguintes preocupações:
1. dar resposta à ameaça terrorista que se abateu sobre o seu território;
2. conter a expansão do terrorismo no mundo;
3. manter a presença dos EUA na região;
4. afastar as possibilidades de a economia do Oriente Médio ser vinculada à economia européia;
5. fincar base numa posição geoestratégica fazendo frente a qualquer expansão da Rússia, ao norte; do Irã, ao leste, e da Síria, ao oeste;
6. garantir o petróleo sob sua tutela, mantendo no Iraque um governo pró-americano ou dependente de seu poder;
7. divulgar valores norte-americanos no mundo, bem de acordo com a Nova Doutrina de Segurança dos EUA, como foi divulgada em 2002, mesmo que de forma inadequada.
Tendo esses parâmetros como norteadores de sua política externa, o governo George W. Bush desconsiderou a América Latina no seu planejamento estratégico.
(Equipe Arko América Latina - americalatina@arkoadvice.com.br)
Um comentário:
Enquanto Geroge W. Bush cuidava do fardo do homem branco moderno, a política externa brasileira tomava novos rumos. A verdade é que Bush não "desconsiderou" a AL no seu planejamento estratégico, apenas voltou suas atenções para outras questões, que até hoje são alvo de preocupações do Congresso. Por outro lado, a Política Externa voltou-se para o aprofundamento do Mercosul e para as relações com o eixo Sul-Sul. Com o fim da era FHC, houve progressivo arrefecimento das relações com o Norte, haja vista o estacionamento da ALCA. Após esse período de distanciamento, ensaia-se uma retomada das relações com os EUA, mas que ainda é vista com temor e desconfiança.
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