6 de março de 2007

O que manteve os EUA distantes da América Latina


A visita de George W. Bush está sendo vista como um marco na história latino-americana.
Os EUA estão dando início a uma grande estratégia para reposicionar a superpotência mundial no continente.


O período que se estendeu do ataque ao World Trade Center (WCT), em 11 de setembro de 2001, até a visita que se iniciará nesta semana, em 08 de março, ficou marcado pelo deslocamento das atenções da potência do norte para o Oriente Médio, objetivando garantir uma agenda de projeção mundial.


Ao longo desse tempo os norte-americanos tiveram as seguintes preocupações:


1. dar resposta à ameaça terrorista que se abateu sobre o seu território;


2. conter a expansão do terrorismo no mundo;


3. manter a presença dos EUA na região;


4. afastar as possibilidades de a economia do Oriente Médio ser vinculada à economia européia;


5. fincar base numa posição geoestratégica fazendo frente a qualquer expansão da Rússia, ao norte; do Irã, ao leste, e da Síria, ao oeste;


6. garantir o petróleo sob sua tutela, mantendo no Iraque um governo pró-americano ou dependente de seu poder;


7. divulgar valores norte-americanos no mundo, bem de acordo com a Nova Doutrina de Segurança dos EUA, como foi divulgada em 2002, mesmo que de forma inadequada.


Tendo esses parâmetros como norteadores de sua política externa, o governo George W. Bush desconsiderou a América Latina no seu planejamento estratégico.


(Equipe Arko América Latina - americalatina@arkoadvice.com.br)

Um comentário:

Anônimo disse...

Enquanto Geroge W. Bush cuidava do fardo do homem branco moderno, a política externa brasileira tomava novos rumos. A verdade é que Bush não "desconsiderou" a AL no seu planejamento estratégico, apenas voltou suas atenções para outras questões, que até hoje são alvo de preocupações do Congresso. Por outro lado, a Política Externa voltou-se para o aprofundamento do Mercosul e para as relações com o eixo Sul-Sul. Com o fim da era FHC, houve progressivo arrefecimento das relações com o Norte, haja vista o estacionamento da ALCA. Após esse período de distanciamento, ensaia-se uma retomada das relações com os EUA, mas que ainda é vista com temor e desconfiança.