
As três maiores empresas petrolíferas da América Latina vivem momentos bastante distintos. O bom momento da brasileira desperta inveja à velha Pemex, do México, e incômodo à exaurida PDVSA da Venezuela.
No México, a Pemex tem em suas mãos o monopólio nacional, já que é protegida por lei. A entrada de empresas estrangeiras no país só é autorizada em parceria com a empresa mexicana.
No entanto, esta situação vem prejudicando o desenvolvimento tecnológico da empresa, que, por não contar com competidores, acabou se tornando um abrigo do funcionalismo público, depósito de material antiquado e base de inúmeras suspeitas de corrupção. O presidente Felipe Calderón busca mudar a situação da empresa com a quebra do monopólio no setor petrolífero. Calderón espera que, atraindo novas empresas para o país, poderá modernizar a Pemex e torná-la mais competitiva, além de aumentar a capacidade de produção e distribuição de combustível.
Na Venezuela, a PDVSA (Petróleos de Venezuela Sociedade Anônima) continua sendo a principal fonte do presidente Hugo Chávez. No entanto, a forma como Chávez vem utilizando os recursos da empresa, mostra um comportamento que levará a sua fonte ao esgotamento. A crise fiscal em que o país poderá entrar brevemente se deve ao descontrole no qual a empresa está.
Chávez usa mais do que a PDVSA gera para financiar suas obras assistencialistas no continente. O tamanho da empresa continua desproporcional frente à Pemex e a Petrobras, no entanto, isto de deve à quantidade de petróleo que a Venezuela possui e não necessariamente à boa gestão da corporação. Mesmo com as enormes reservas de petróleo da Faixa do Orinoco, a PDVSA não possui capacidade técnica para aumentar o poder de extração.
A Petrobras é novamente a empresa petroleira mais estável da América Latina. Apesar da crise gerada pela desapropriação de suas refinarias na Bolívia, ela segue com alto prestígio doméstico e internacional.
Mesmo com a intervenção do governo federal em seus assuntos, ela continua essencial para projetos em parceria no continente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário