
* Por Paulo Homem, analista político para o setor energético da Arko Advice, Gerente de Contas da BG, Comgás e Instituto Acende Brasil
Um bom negócio pode ser visto de vários ângulos. Depende muito de como as negociações caminham. Na Bolívia, a Petrobras acaba de sofrer uma nova e grande derrota. Na prática, perdeu bastante dinheiro. Vai receber bem menos do que investiu nas suas refinarias no país. Evo ainda conseguiu pagar o negócio em duas vezes. O ministro Silas Rondeau afirmou que a Petrobras fez um bom acordo e prevaleceu o diálogo. Analistas do setor também consideraram um bom acordo, diante das circunstâncias.
Se pouco antes de maio do ano passado, data histórica da nacionalização do gás boliviano, Evo Morales chegasse ao Brasil com a proposta idêntica ao que foi acordado nesta semana, iríamos achar que era delírio do presidente boliviano. Pois bem, passado mais de um ano de negociações, uma proposta aparentemente risível, é comemorada pelo governo como um achado. E, hoje, alguém discorda que foi uma boa saída?
É esse tipo de postura que temos e que podemos esperar de um governo sem planejamento estratégico. A falta de organização e de boas decisões gera prejuízos a médio e longo prazo. O problema é que a Petrobras não é qualquer empresa. Tem muito dinheiro público lá. Mas parece que o executivo não se preocupa muito com isso.
Em maio passado, houve vozes recorrentes (do nosso governo) em defesa da expropriação boliviana. O argumento era que a Petrobras já havia ganho muito por lá. A Petrobras, assim como outras estatais e outros cargos, foram incorporados ao patrimônio petista.
(Equipe Arko América Latina - americalatina@arkoadvice.com.br)
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