A cada dia que passa o governo do presidente Nestor Kirchner se mostra mais preocupado em relação as suas ambições nas eleições presidenciais de 2007. O candidato do Partido Justicialista (Peronista) para o governo é o braço direito de Kirchner, o ministro da Economia Roberto Lavagna. Porém, apesar da aprovação ao governo de Kirchner, a campanha de Lavagna será muito mais difícil do que se pensava. A desarticulação partidária e a falta de reação frente às movimentações da oposição prometem ser os principais desafios que os peronistas enfrentarão.
Entre os possíveis candidatos que concorreriam com Lavagna, se destaca o radical ex-presidente Raul Alfonsín, que ainda não definiu se irá se aproximar com a Unión Cívica Radical (UCR), partido de oposição ao Justicialista ou a uma coligação menor de partidos de centro-esquerda. A dificuldade de se lançar candidato pelo UCR é a de que o presidente do partido, Angel Rozas quer se lançar como presidente. Apesar de discussões se o partido entraria com dois candidatos, o mais provável é que Alfonsín integre a coligação dos menores.
Um importante aspecto que está a prejudicar de forma contundente a organização política no partido de Kirchner assim como as imagens do partido para as próximas eleições, são as freqüentes rusgas que se intensificaram entre o chefe de governo da Capital Federal, Aníbal Ibarra e Nestor Kirchner. Apesar de serem do mesmo partido, Ibarra critica muita a intervenção que Kirchner faz em seu governo. Comentários negativos feitos em vários jornais argentinos a respeito do governo do presidente, colocou Ibarra em saia justa dentro do Partido Justicialista e tem alimentado o poder de fogo que a oposição busca para atacar o governo nas próximas eleições.
Recentemente Ibarra disse ser vítimas de “ameaças desestabilizadoras” que desejam tira-lo do cargo. Há tímidas manifestações de membros do governo que apóiam o presidente Kirchner para que Ibarra entregue o cargo, algo já descartado por ele. Porém, após seguidas críticas a Kirchner, Ibarra preferiu manter o silencia em relação a quem movimenta essas forças. Ibarra se tornou o “fiel da balança” na política interna Argentina, sendo ele o pólo que divide aqueles que estão com o governo daqueles que estão contra o governo.
27 de junho de 2005
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