
O presidente equatoriano surpreendeu aliados e opositores durante um discurso difundido por uma cadeia de rádio, sábado, em Quito.
Lutando para formar uma Assembléia Constituinte, Correa teme que a total falta de apoio do Congresso coloque seus planos por água abaixo.
Durante o discurso, Corra afirmou que não pretende “imitar as experiências de Bolívia, Colômbia e Venezuela, onde ditadores se apossaram do poder”. Aliado da Venezuela e da Bolívia, Correa nunca havia colocado os colegas no patamar de ditadores.
Podemos compreender, no entanto que Correa possui a “sorte” de observar dois cenários:
O primeiro, mostra o rumo equivocado tomado pelo presidente Evo Morales na Bolívia. A falta de sensibilidade para expor suas idéias e a luta incessante em uma Assembléia Constituinte que pode levar o país para uma guerra civil.
O segundo cenário configura o sonho de Rafael Correa. O presidente venezuelano Hugo Chávez segue com poder absoluto no Paes, controle da Assembléia Nacional e, frente a quem interessa, goza de certo prestígio internacional.
Vislumbrando essas duas possibilidades, Correa busca desvincular sua imagem à de Morales ou Chávez. Pelo menos até estabelecer um rumo mais claro para o seu governo.
Frente ás acusações do Congresso de que deseja se perpetuar no poder, Correa sabe que seu único grande trunfo é o apoio popular e, para manter esse apoio de forma sólida, a melhor postura é a postura independente.
Talvez sua relação com Chávez sofra um pequeno revés com esse comentário, mas no desespero de um governo que mal começou, Correa necessita mais do apoio do povo do que do apoio de Chávez.
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