30 de janeiro de 2007

“Na Colômbia, privatizarei tudo!”


Na geopolítica sul-americana, praticamente todas as atenções são voltadas para as ações venezuelanas e bolivianas e as reações brasileiras e argentinas. Poucos prestam atenção no comportamento político adotado pela Colômbia e pelo seu presidente, Álvaro Uribe.

Durante a posse do presidente equatoriano, Rafael Correa, jornalistas perguntaram ao colombiano se haveria chance de seu país adotar postura semelhante aos vizinhos, com a nacionalização. Uribe respondeu: "Na Colômbia, privatizarei tudo!".

Essa resposta seria suficiente para gerar uma crise interna no país. Normalmente, na América Latina, privatização é relacionada com algo negativo, enquanto, nacionalização, com patriotismo. No entanto, não houve nenhuma manifestação contrária à postura de Uribe. Nem mesmo da oposição.

O crescimento do PIB em 2006 ficou novamente na casa dos 6%; o desemprego vem diminuindo e já está na casa dos 11% (comparado com os 17% de 2004); as exportações nunca tiveram tão bem e o nível de escolaridade vem aumentando consideravelmente.

O principal fator que inibe críticas é a segurança pública, cuja solução mudou o dia a dia do colombiano. Pela primeira vez, em décadas, o povo tem a sensação de estar mais seguro e pode vivenciar isto nas grandes cidades como Bogotá, Medellín e Cali.

Os indicadores sociais e econômicos da Colômbia são melhores que o de seu vizinho, a Venezuela. Historicamente, os colombianos acompanham a política venezuelana e vice-versa. O que ocorre no país bolviariano não atrai nem os colombianos das classes mais baixas.

O país, com todo o liberalismo de Uribe e as privatizações em vários setores da economia, parece contradizer com seus resultados o discurso bolivariano de Hugo Chávez.

Certamente, há uma ajuda forte dos Estados Unidos que colaboram para a estabilização política e econômica na Colômbia, porém não devemos esquecer que Chávez só consegue manter seu plano graças ao seu principal parceiro comercial: EUA.

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