
Dentre as razões que levaram os EUA a desconsiderar a América Latina como prioridade nos últimos anos é que, desde 2001, a região parecia estar sob controle:
1. A Argentina estava quebrada;
2. A Venezuela vivia crises que ocorreram logo após a eleição de Hugo Chávez, cujo discurso ainda não assustava a comunidade internacional. Ademais, sofreu um golpe de Estado em 2002, "o Caracaço", que mostrou o quanto o país estava dividido. Na época esperava-se que o presidente não duraria muito tempo.
3. A Colômbia estava em ritmo acelerado de crescimento, com pleno funcionamento do Plano Colômbia;
4. O Equador vivia seus problemas políticos internos e não significava ameaça. Sofreu um golpe de Estado, mas manteve no poder um grupo à direita;
5. O Chile não significava ameaça e mantinha sua posição de parceiro comercial americano;
6. O Peru vivia problemas internos, mas não representava ameaça aos americanos;
7. O Paraguai estava alocando as bases norte-americanos em seu território;
8. Uruguai e Bolívia não existiam no cenário;
9. O Brasil, por mais que estivesse passando pela transição para um governo trabalhista, estava dando sinais de que adotaria uma postura que caminharia do centro-esquerda para o centro e não para a extrema esquerda.
Com esse cenário, os norte-americanos concentraram esforços no seu problema imediato e deixaram a América Latina solta. Os resultados foram visíveis.
A América Latina apresentou crescimento acima do previsto e surgiu um cérebro estratégico que projetou o continente globalmente, guinando-o para a esquerda e aproveitando os efeitos da guerra americana para projetar poder no subcontinente sul-americano.
Agora, os EUA perceberam que o continente precisa ser mantido na sua esfera de influência e o bolivarianismo combatido em todas as suas expressões. O tour de George W. Bush, pode significar o início de uma nova política externa americana que afetará todo o sistema internacional.
(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)
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