
O ministro da Defesa da Bolívia, Walter San Miguel, afirmou que a aliança política e econômica entre seu país e a Venezuela apresenta uma "unidade indestrutível". As afirmações foram feitas após o Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, confirmar assistência educativa aos bolivianos no valor de US$ 30 milhões, além do fortalecimento da infra-estrutura dos quartéis bolivianos.
O ministro disse que essa ajuda não significa uma "ingerência" nos assuntos internos da Bolívia. Porém, afirmou que as Forças Armadas bolivianas deveriam rever sua perspectiva de defesa nacional.
A participação da Venezuela em assuntos domésticos da Bolívia vem crescendo sistematicamente, desde que os projetos de nacionalização no país andino se iniciaram. Morales teme uma insurgência separatista nas províncias da planície (Santa Cruz, Pando, Beni e Tarija) e vem, nas últimas semanas, revisando a capacidade militar do país, bem como estreitando os acordos de cooperação com a Venezuela.
Há um acordo militar entre os dois países que possibilita uma interferência venezuelana caso ocorra algum problema interno que ponha em risco as instituições, possibilitando uma guerra civil.
Além da necessidade política de Morales se juntar à Chávez, a economia boliviana vem se tornando cada vez mais dependente das ajudas venezuelanas. Com os processos rígidos de nacionalização, o investimento externo vem caindo vertiginosamente.
Para poder sustentar não só a já fraca economia do país, mas também a capacidade técnica de operar os campos de petróleo e gás natural nacionalizados, Morales depende de tecnologia venezuelana, além de injeções de dinheiro.
(Equipe Arko América Latina- americalatina@arkoadvice.com.br)
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